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29/11/2005 23:11
*UMA QUASE DESPEDIDA*
Oi, tudo bem com você?
Sabe por que estou lhe escrevendo? É porque preciso deixar alguns pontos claros entre nós.
Nossa sintonia não está na mesma frequencia não é verdade? Vai ser mais fácil se aceitarmos e engulirmos isso como uma condição para nosso bem estar.
Certo é que não sei te ligar. Não sei te melar. Não sei me dar a você! Mas quer um consolo? Não sei me dar a ninguém.
E assim como eu tenho os meus defeitos você tem os seus. Está acostumados a joguinhos que não quero jogar. Gosta de um ar blasé que não quero para mim.
Quer saber? Tornei-me velha, rabugenta e exigente demais, incompátivel ao seu espírito de menino.
Então é melhor pararmos por aqui. Antes que haja discórdia. Mágoa. Ou qualquer outra coisa que possamos evitar.
Eu não nasci para ser de alguém. Eu não sei cultivar alguém. E achei melhor lhe dizer logo...
Amigos?
***Sabe viver sozinho ou só sabe viver com alguém?***
Vocês clamaram e aqui estou Pessoas!!! Para lhes contar os novos acontecimentos. Vocês já mudaram de casa? Aquele lance de encaixotar objetos, histórias e lembranças? Pois então, vamos passar por mudanças aqui. Digamos que por três anos aluguei uma sala para este consultório e agora estou de mudança. Para ampliar meus horizontes. Para uma sala própria. Quem frequenta esse consultório a muito tempo sabe o quanto aqui é boa parte de mim. Quantas histórias foram vividas e contadas. E principalmente quantos amigos eu aqui fiz. Vou sentir saudade desta sala... Vou ali (nos arquivos) chorar algumas lágrimas. Sorrir alguns sorrisos. E guardar tudo na caixa, o meu coração.
Logo volto para avisar o novo endereço...
Beijos, beijos, beijos...
enviada por Li de Oliveira
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